Dia Mundial sem Tabaco traz alertas à população

  • 31 de maio de 2021

A fim de conscientizar e educar a população para os males que o hábito do tabagismo causa, o dia 31 de maio foi adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial sem Tabaco, direcionando esforços globais e estimulando a população no geral. 

Para tratar deste tema, o Hospital Dr. Lima busca expor dados importantes referentes aos riscos do tabagismo, bem como alertar aos pacientes sobre os malefícios que a prática apresenta. Para isso, o médico especialista em cancerologia Dr. Fernando Barbieri levantou informações e indicativos para indicar a necessidade de tratarmos sobre essa temática:    

Benefícios de se evitar o tabaco:

Tabagistas podem reduzir seu risco de morrer por câncer de pulmão em 97% e 90%, respectivamente, caso abandonem o vício aos 30 ou 40 anos. A interrupção do tabagismo também reduz o risco de outros cânceres. Outro fator em destaque é de que pacientes que se livram do vício obtêm melhores resultados de eficácia em tratamentos oncológicos. Após um ano de cessação do hábito tabágico, o indivíduo reduz seu risco de morte por doença cardíaca em 50% e esse risco continua a diminuir ao longo do tempo. Em se tratando do abandono do hábito do tabagismo cabe salientar que 13 milhões de mortes seriam evitadas. 

Doenças pulmonares relacionadas ao cigarro são irreversíveis, mas a interrupção pode evitar danos adicionais ao pulmão. Após dez anos de abandono do vício, o ex-tabagista diminui consideravelmente o risco de fraturas, haja vista ser o cigarro um dos importantes desencadeantes de enfraquecimento ósseo (osteoporose). 

O cessar do tabagismo além acelerar imediatamente o processo de cicatrização de úlceras gastroduodenais, também diminui a chance de novas lesões e recidivas locais. Acrescenta-se a isso, melhoras na saúde da pele, hálito bucal e sociabilidade. Familiares e amigos também são aliados importantes para apoiar e manter a motivação nas mudanças de hábitos da pessoa que deseja se livrar do vício. 

Estatísticas:

Estima-se que o Tabagismo matou em torno de 100 milhões de pessoas no século XX. Caso permaneça o ritmo de consumo anual, ao final do século XXI, as mortes relacionadas ao tabaco podem resultar em até um bilhão de vítimas. Acrescenta-se a esses fatores cerca de 4,7 mil substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro.

Tabagistas podem reduzir seu risco de morrer por câncer de pulmão em 97% e 90%, respectivamente, caso abandonem o vício aos 30 ou 40 anos. A interrupção do tabagismo também reduz o risco de outros cânceres. Outro fator em destaque é de que pacientes que se livram do vício obtêm melhores resultados de eficácia em tratamentos oncológicos. Após um ano de cessação do hábito tabágico, o indivíduo reduz seu risco de morte por doença cardíaca em 50% e esse risco continua a diminuir ao longo do tempo. 

Aconselhamento, apoio, terapia de reposição de nicotina e medicamentos estão à disposição à população brasileira para a tentativa árdua de se livrar desse vício psicológico e físico-químico, desencadeado pela nicotina, que afeta locais cerebrais responsáveis pelas sensações de relaxamento e prazer. 

Faturamento: 

A indústria do tabaco fatura U$ 1 trilhão anualmente, reinventando-se em marketing para superar advertências e proibições. Além das alarmantes mortes por câncer presentes nos mais variados locais do corpo, o tabagismo está intensamente associado a doenças pulmonares, cardíacas e cerebrais, sendo responsável por danos ao corpo, mente, ambiente e economia. Atualmente, estima-se que U$ 420 bilhões sejam gastos, a cada ano, para o tratamento de doenças relacionadas ao tabaco. 

Riscos atuais:

Em se falando de alternativas na indústria do tabaco, salienta-se que para manter o domínio industrial e econômico, grandes corporações investem pesadamente em um novo mercado: cigarros eletrônicos, ou vapes. 

Com visual atrativo, oferecido como alternativa ao cigarro, podendo haver ou não a presença de nicotina, os cigarros eletrônicos possuem variados sabores e oferecem aos usuário a sensação física, ou até físico-química (nos que contém nicotina), mantendo o hábito mecânico do ato de fumar. 

Já o POD – que é como um mini-vape, é um atrativo cada vez mais popular, o qual possui nicotina na sua essência, bem como design discreto, mais leve e produz menos fumaça, atraindo assim cada vez mais consumidores. 

Em relação a esses dispositivos eletrônicos, a OMS esclarece que a segurança à saúde é incerta. Novas avaliações e recomendações irão derivar de estudos posteriores, haja vista, a incipiência mercadológica de tais produtos. Cabe salientar que, embora menos prejudiciais do que cigarros, há uma preocupação global de sistemas de saúde com o fato da possível revitalização do hábito de cigarros, considerando-se que 48% dos norte-americanos afirmam ter utilizado cigarros tradicionais e eletrônicos no mesmo dia. 

Com base nisso, fumantes poderão estar expostos a doses maiores e incalculáveis de nicotina. Com alegações infundadas, fatores de risco incertos, propagandas atrativas para jovens e apoio de celebridades, a indústria do cigarro eletrônico apresenta um risco incerto à saúde e incalculável no momento atual. 

Narguiles: prática antiga, que está em alta novamente 

Provenientes da Índia, África e Oriente médio, os narguiles ganharam fama a partir da década de 90, quando da introdução do mu´assel (tabaco embebido em melaço fortemente aromatizado com milhares de oportunidades de sabores) foi popularizada em nível mundial. 

Cachimbos d´água com fonte de calor indireta, o narguilé, atraiu jovens ao redor do mundo, com a falsa impressão de não nocividade. Uma tragada do dispositivo (450 ml) é equivalente ao volume de um cigarro inteiro (500 ml). 

Em ascensão nos campos de universidade, e entre adultos jovens, mesmo aos que se recusam terminantemente o uso de cigarros tradicionais, o narguile causará doenças e mortes em grande escala de maneira similar a outras formas de tabaco, como indicam os cientistas. OMS já classifica o narguilé como dispositivo de tabaco com danos estabelecidos e altamente prejudicial à saúde. 

Maneiras de diminuir os índices de tabagismo:

Para educarmos e conscientizarmos a população em relação aos riscos causados pelo hábito do tabagismo, devemos ser insistentes e incansáveis na luta. Medidas de acessibilidade (aumento de preços a fim de diminuir poder de compra do produto), criação de leis fiscais para aumento de impostos, leis físicas para proibição do consumo em ambientes públicos e a implementação de rótulos de advertências gráficas mais contundentes em embalagens devem ser pleiteadas para que os males que esse vício sejam amenizados. 

A chave para vencer essas batalhas é o envolvimento bem-sucedido das sociedades na defesa dessas políticas – os governos terão de tomar medidas necessárias, mas são as pessoas nas sociedades mais amplas que devem exigir mudanças e manter os governos responsáveis.

|Médico oncologista Dr. Fernando Barbieri 

CRM-PR: 24127

RQE: 19528

|Responsável Técnica Dra. Lílian de Lima

CRM-PR: 21912