Combate à diabetes

  • 16 de novembro de 2020

Nesse sábado (14), celebrou-se o Dia Mundial do Diabetes, um crescente problema de saúde no Brasil. Visando a compreensão, a endocrinologista Dra. Milena Colombo Bruno traz informações referentes aos riscos e tratamentos da doença.   

“Diabetes é uma doença crônica, em que há ou uma secreção deficiente de insulina pelo pâncreas, ou uma resistência à sua ação, nos tecidos. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose (açúcar) no sangue”, contextualiza Dra. Milena. 

Ela também informa que a insulina coloca a glicose dentro dos tecidos, das células, para uso como fonte de energia! Então, quando temos diabetes, a glicose fica na corrente sanguínea, o que é mostrado nos exames, ou seja, a hiperglicemia. Em longo prazo, a glicemia pode causar complicações. Por isso, quanto mais precoce o diagnóstico e tratamento, melhor será o controle da diabetes. “O aumento do número de casos de diabetes vem associado principalmente ao estilo de vida, pois as pessoas não colocam o exercício físico como prioridade. Além disso, o aumento de de sobrepeso e obesidade também estão associados ao crescimento dos casos”, indica. 

Ainda de acordo com a endocrinologista, os principais tipos de diabetes mellitus são o tipo 1 e o tipo 2: 

– Tipo 1: menos comum, 5 a 10% dos casos. Há destruição das células beta do pâncreas – deficiência absoluta de insulina. É mais comum em crianças e adolescentes, com peso adequado. Os sintomas ao diagnóstico são perda de peso, sede excessiva, aumento da quantidade de urina, aumento da fome, mal-estar, cansaço e há necessidade de insulina já ao diagnóstico. 

– Tipo 2: mais comum, 90 a 95% dos casos. Acomete adultos, geralmente sem sintomas, no entanto, cada vez mais, vem sendo diagnosticado também em crianças e adolescentes que estão acima do peso. É associado à obesidade, ao sobrepeso, sedentarismo, hipertensão arterial e à alteração de colesterol (dislipidemia). Há resistência à ação da insulina, mas a longo prazo, pode haver diminuição na secreção de insulina. Então, inicialmente, o tratamento pode ser com medicação via oral, mas, pode evoluir para necessidade de uso de insulina.

Existem três tipos de prevenção da doença, sendo elas: 

Prevenção primária –  estimular desde a infância, hábitos alimentares saudáveis, evitar ultraprocessados, prática de exercícios físicos regulares.

Prevenção secundária – tendo diagnóstico de diabetes, acompanhar sua doença com um endocrinologista! Manter bom controle, com valores adequados de glicemia! Exercícios físicos e alimentação saudável essenciais. 

Prevenção terciária – por exemplo, tendo já alguma complicação, como neuropatia diabética, realizar tratamento a fim de evitar um quadro mais grave, feridas que não cicatrizam, infecções, amputação.

|Endocrinologista Dra. Milena Colombo Bruno

CRM-PR: 30159

RQE: 23421

|Responsável Técnica Dra. Lílian de Lima 

CRM-PR: 21912